Dois caminhos depois do domingo
27/09/2026 · 4 min de leitura
O que muda no Brasil se a eleição fecha no primeiro turno e o que acontece se não fecha.

Nós temos dois possíveis caminhos depois do domingo.
Primeiro caminho:
O primeiro turno não fecha.
Flávio Bolsonaro para antes do 50% +1 e vamos para o segundo turno.
No meio do caminho e da campanha do 2ª turno, o Supremo entra.
Dino, Zanin, Moraes e Gilmar cassam a chapa Bolsonaro, alegando interferência estrangeira e o que mais puderem inventar.
Prendem André Mendonça.
Prendem Luiz Fux.
Mandam o Exército para a rua conter o início de manifestações.
Morre gente no asfalto, gente que foi protestar contra mais esse golpe.
Mais alguns milhares de presos ilegalmente pelo STF.
Jornalistas que ousaram falar de Banco Master são perseguidos. Alguns presos outros se exilam. Tudo com a etiqueta de "defesa da Soberania" e os aplausos dos vermelhos, que vão vibrar como vibraram com as prisões do 8 de Janeiro.
Ou o PT é declarado eleito ou se promete novas eleições.
Seja qual for, nunca mais teremos oposição.
Talvez o STF invente uma espécie de junta provisória democrática, com Alcolumbre, Motta e os Ministros do STF para "transicionar" o país e defender a "soberania".
Os Estados Unidos e o que ainda resta de Ocidente viram a cara para o Brasil, que apodrece rapidamente por fora e por dentro.
Leis autoritárias para preservar a "soberania" e a "democracia".
Impostos maiores para sustentar o regime.
Jornalista que não foi perseguido, é porque se aliou, então imprensa livre nunca mais. O que o regime fala, é a verdade inquestionável.
Expurgo na Polícia Federal e no Ministério Público de todos aqueles que ousaram investigar os intocáveis.
Vazamentos contrários nunca mais.
Vereadores, deputados, empresários e pastores de direita ou vão para a prisão ou para o aeroporto ou para o necrotério.
O real dispara, inflação galopante, o Brasil fora do mercado civilizado internacional agora depende inteiramente de China e Rússia.
Milhões de famílias perdem o sustento, a segurança, o chão.
Fuga de capital do país causa quebradeira generalizada.
O Estado vira ouvido na parede da sala, com programas de denúncias "anônimas", filho denuncia pai e esposa denuncia marido.
Ninguém confia em mais ninguém.
PCC e CV tomam mais cidades, impondo seu código de conduta e espalhando o terror nos setores mais vulneráveis da sociedade.
O exército só entra em cena para proteger as organizações criminosas de ações do Escudo das Américas, sempre com o discurso da soberania.
O regime mantém o crime organizado de pé e o crime organizado mantém o regime de pé.
No andar de cima, os mesmos nomes que nos aterrorizam há DÉCADAS, seguem ricos, gordos e poderosos.
Impunes. Sem data para sair.
Não há mais esperança...
.
Agora, o segundo caminho:
Flávio ganha no primeiro turno, 50,1%.
Não sobra janela para a cassação assentar.
A comunidade internacional e o ânimo da parcela da população vencedora trava quem queria virar a mesa.
(O exército, medroso, vai se recusar a atender as ordens dos ministros corruptos do STF e se indispor com grandes potências)
Com o tempo, sai do cargo quem estava pronto para dar o golpe. Ainda que não sejam presos e paguem por seus crimes, pelo menos deixam de mandar em mais de 200 milhões de pessoas.
Não tem corpos no asfalto.
O governo se alia aos Estados Unidos e ao Escudo das Américas.
PCC e CV perdem território.
Estupro cai.
Homicídio cai.
Ainda teremos juros, safra ruim, greve, jornalista xingando o governo da manhã à noite e PT sonhando com a volta.
Em quatro anos tem urna outra vez.
Entre um caminho e outro muda a quantidade de gente que não morre, a quantidade de cadeia que não abre para inocente, a quantidade de menina violada que não entra na estatística, e milhões de famílias continuam se reunindo à mesa. Em paz.
UM VOTO pode ser a diferença entre um cenário e outro.
O SEU VOTO.
A diferença entre não ir votar ou votar em quem você gosta mais e fazer o que DEVE ser feito, pode ser o resto de uma vida sem liberdade para você e sua família.
Sinceramente, você pode ter a opinião que quiser sobre o 8 de Janeiro, Dark Horse, Bolsonaro, Pandemia e o escambau. Nada disso muda a realidade que estamos vivendo agora.
Todos estamos vendo as mesmas coisas no noticiário, dia e noite e sabemos que essa eleição é uma escolha entre nós, brasileiros comuns e eles, togados e corruptos cheirando a whisky Macallan.
Podemos não ter outra chance.
Faça o que é certo.
